AUZIAS, Claire - Os Ciganos Ou o Destino Selvagem dos Roms do Leste. Lisboa. Antigona. 2001
CHAVES, Maria Helena Torres - Que sorte, Ciganos na nossa escola!, Ed. Secretariado Entreculturas (Ministério da Educação), Colecção Interface, Lisboa, 2001; ecção Interface, Lisboa, 1999;
COELHO, Adolfo - Os Ciganos em Portugal. Lisboa. Dom Quixote.1995
CORTESÃO, Luiza e Pinto, Fátima - O Povo Cigano: Cidadãos na Sombra - Processos explícitos e ocultos de exclusão, Porto, Ed. Afrontamento, 1995;
COSTA, Elisa Lopes da - O Povo Cigano em Portugal, Edição CIOE/ESE de Setúbal, Setúbal, 1996;
COSTA, Elisa Lopes - O Povo Cigano em Portugal: contributo para o seu conhecimento, in Escola e Sociedade Multicultural, Actas dos I e II Seminário e Mostra de Projectos, Lisboa, Ministério da Educação, Secretariado Coordenador de Programas de Educação Multicultural, 1993, pp. 91-96;
COSTA, Elisa Lopes da - Ciganos: Fontes para o seu Estudo em Portugal, Madrid, Ed. Presencia Gitana, 1995
FRASER, Angus - História do Povo Cigano, Lisboa, Editorial Teorema, 1998;
LIÉGEOIS, Jean-Pierre -Ciganos e Itinerantes, Lisboa, Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, 1989;
LIÉGEOIS, Jean-Pierre - A Escolarização das Crianças Ciganas e Viajantes - Relatório-Síntese, Comissão das Comunidades Europeias e Ministério da Educação - Dept. de Programação e Gestão Financeira, Série Documentos, Lisboa, 1994;
LIÉGEOIS, Jean-Pierre - Minorias e Escolarização: o rumo cigano, Ed. Centre de Recherches Tsiganes e Secretariado Entreculturas (Ministério da Educação), Lisboa, 2001;
KENRICK, Donald - Ciganos: da Índia ao Mediterrâneo, Ed. Centre de Recherches Tsiganes e Secretariado Entreculturas, Colecção Interface, Lisboa, 1998;
PEREIRA, Cristina Costa - Lendas e Histórias Ciganas, Imago Editora, Rio de Janeiro, 1949;
MONTENEGRO, Mirna (Org.) - Ciganos e Educação, Ed. ICE – Instituto das Comunidades Educativas, Lisboa, 1999;
MENDES, Maria Manuela F.- Nós, Os Ciganos e Os Outros. Lisboa. Livros Horizonte. 2005
NUNES, Olimpio - O Povo Cigano.Porto.Livraria do Apostolado da Imprensa.1981
NUNES, Olimpio - A Cultura Cigana, in Escola Democrática, Lisboa, ano X, nº 3, pp. 14-20;
SOS Racismo - Ciganos, Ed. SOS Racismo, Lisboa, Nov. 1996 (brochura);
SOS Racismo - Ciganos – números, abordagens e realidades, Ed. SOS Racismo, Lisboa, Nov. 2001.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Países Europeus com as maiores Populações de Origem Cigana
(Existem cerca de 10 a 12 milhões de ciganos no continente Europeu, dados de 2004)
Roménia: entre 1,2 e 2,5 milhões
Bulgária: cerca de 750 mil
Espanha: entre 600 mil e 800 mil
Hungria: entre 600 mil e 800 mil
Sérvia-Montenegro: cerca de 450 mil
Eslováquia: entre 350 mil e 500 mil
Turquia: entre 300 mil e 500mil
França: cerca de 310 mil
Macedónia: cerca 240 mil
República Checa: entre 150 mil e 300 mil
Portugal: entre 30 mil e 50 mil
Fonte:Publico,2/2/2004
Roménia: entre 1,2 e 2,5 milhões
Bulgária: cerca de 750 mil
Espanha: entre 600 mil e 800 mil
Hungria: entre 600 mil e 800 mil
Sérvia-Montenegro: cerca de 450 mil
Eslováquia: entre 350 mil e 500 mil
Turquia: entre 300 mil e 500mil
França: cerca de 310 mil
Macedónia: cerca 240 mil
República Checa: entre 150 mil e 300 mil
Portugal: entre 30 mil e 50 mil
Fonte:Publico,2/2/2004
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Encontro Temático "A Cultura Cigana"
No passado dia 13 de Maio de 2009, o projecto Encontros (ADC Moura) desafiou todos os técnicos de intervenção sócio-educativa e a todos os membros das duas comunidades em questão (cigana e não cigana) a participarem num workshop sobre a Cultura Cigana, dirigido pela formadora Olga Mariano (presidente da Associação de Mulheres Ciganas Portuguesas - AMUCIP) na Adega da Mantana, em Moura.Com o objectivo de proporcionar conhecimento e competências sobre a Cultura e Comunidade Cigana, muitos foram os que responderam ao desafio e se reuniram para falar e ouvir falar de experiências e vivências com esta comunidade no decorrer do seu trabalho no terreno e para ficar a conhecer melhor os elementos centrais da Cultura Cigana.
A formadora iniciou a sessão com um jogo, o jogo da bola, com dois objectivos: o primeiro lugar, "quebrar o gelo" e conhecer todos os intervenientes; e, em segundo lugar, fazer um paralelismo entre os sentimentos de confusão e contrariedade sentidos pelo público no decorrer do jogo com esses mesmos sentimentos sentidos pelos meninos ciganos nas suas primeiras experiências com o contexto escolar. Esta foi uma forma bastante positiva de conseguir a participação de todos e de chamar a atenção para a questao dos meninos ciganos na Escola.No decorrer da sessão foram abordados os mais diversos temas da Cultura Cigana que influenciam, directa e indirectamente, o trabalho dos técnicos com esta comunidade. Da história e origens deste povo ao casamento, passando pelo luto, pelos trajes, pela questão do "Tribunal Cigano", pelo trabalho e educação até à familia, inúmeros foram os prismas da Cultura Cigana que foram expostos e discutidos por todos os presentes.
Todos os intervenientes contribuiram para o enriquecimento da formação, através de testemunhos próprios, e para o esclarecimento de dúvidas com que se deparam no trabalho com esta comunidade. O final da sessão foi pautado pela discussão de um conjunto de directrizes de apoio ao trabalho com a comunidade cigana.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
A Música Cigana...
A influência trazida do Oriente é muito forte na música e na dança cigana. A música e a dança cigana possuem influências hindus, húngaras, russas, árabes e espanholas. Mas a maior influência nas artes ciganas, dos últimos séculos, é, sem dúvida, espanhola, reflectida no ritmo dos ciganos espanhóis que criaram um novo estilo baseado no Flamenco.
Os Ciganos, chegados à Andaluzia no século XV, vieram do Norte da Índia, fugindo d guerras e dos invasores estrangeiros. O primeiro documento data a entrada dos Ciganos na Espanha em 1447. Esse grupo chamava-se a si mesmos “Ruma Calk” (que significa homem dos tempos) e falavam o calo. Eles trouxeram a musica, a dança, as palmas, as batidas dos pés e o ritmo quente do “Flamenco”, tanto que essa palavra vem do árabe “Felco” (camponês) e “Mengu” (fugitivo) e passou a ser sinónimo de “Cigano Andaluz” a partir do século XVIII.
Tanto a musica como a dança cigana sempre exerceram fascínio sobre grandes compositores, pintores e cineastas. No entanto, e apesar dos sucessos dos seus músicos e poetas, os Ciganos sempre encontraram dificuldades em viver quotidianamente a sua tradição plurissecular do nomadismo e da viagem.
Os Ciganos, chegados à Andaluzia no século XV, vieram do Norte da Índia, fugindo d guerras e dos invasores estrangeiros. O primeiro documento data a entrada dos Ciganos na Espanha em 1447. Esse grupo chamava-se a si mesmos “Ruma Calk” (que significa homem dos tempos) e falavam o calo. Eles trouxeram a musica, a dança, as palmas, as batidas dos pés e o ritmo quente do “Flamenco”, tanto que essa palavra vem do árabe “Felco” (camponês) e “Mengu” (fugitivo) e passou a ser sinónimo de “Cigano Andaluz” a partir do século XVIII.
Tanto a musica como a dança cigana sempre exerceram fascínio sobre grandes compositores, pintores e cineastas. No entanto, e apesar dos sucessos dos seus músicos e poetas, os Ciganos sempre encontraram dificuldades em viver quotidianamente a sua tradição plurissecular do nomadismo e da viagem.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Curiosidades
- O Povo Cigano rege-se por leis próprias, que não estão escritas, mas que todos os ciganos conhecem muito bem;
- A familía cigana é quase sempre numerosa;
- É frequente o agregado familiar ser constituido por mais do que uma geração - avós, pais, filhos, tios, primos;
- Depois do casamento, o casal costuma ir viver com os pais do noivo;
- Muitas vezes, são os pais a decidir com quem casam os filhos;
- As meninas ciganas, quando começam a crescer, saem da escola porque não podem conviver com rapazes;
- A maioria dos ciganos mais velhos não frequentou a escola;
- Antigamente, existia uma lei que proibia os ciganos de ficar mais do que 24 horas no mesmo lugar;
- Por terem sido um povo nomada, ainda hoje muitos ciganos têm o hábito de dobrar diariamente os cobertores e lençois da cama. Chama-se a este hábito "armarofato";
- As pessoas mais velhas são muito respeitadas entre os ciganos. É aos mais velhos que são pedidos conselhos e orientações para resolver problemas. Chama-se "tio" ao homem mais velho e/ou mais respeitado da comunidade;
- Quando o marido morre, a cigana viúva deve cortar o cabelo e vestir-se de negro para sempre;
- Na familia cigana, quando morre alguém que habita na mesma casa, os familiares pintam-na de novo e mudam os moveis de sitio;
- Os homens ciganos não podem recusar um compromisso de casamento;
- Os ciganos aprendem a tocar, dançar e cantar muito cedo, havendo muitos ciganos músicos em todo o mundo.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Receita dos Pestins no Natal Cigano
Ingredientes:
Para um quilo de farinha:
2,5 dl de azeite
2,5 dl de água com erva doce e sal
75 gramas de banha
óleo para fritar
açucar e canela para enfeitar
Põe-se a farinha de trigo, sem fermento, num alguidar de barro. Faz-se um montinho com a farinha com uma abertura no meio, no qual se deita o sumo de laranja (para um quilo de farinha, põe-se sumo de três laranjas), uma dúzia de gemas de ovo, uma terça parte de um pacotinho de canela. Dá-se-lhe a volta com as mãos. Depois de bem dada a volta, começa-se a esfregar a farinha nas mãos, esfarelando-a entre as mãos. Faz-se isto durante uma hora. É a melhor maneira de a massa ficar tenrinha. Depois tapa-se com um paninho. Entretanto, coloca-se ao lume, em três tachos diferentes, 2,5 dl de azeite, 75 gramas de banha de porco e 2,5 dl de água com erva doce e sal. Quando estiver tudo a ferver, (deve-se deixar em lume brando para ficar sempre a ferver) deita-se um bocadinho de azeite e dá-se a volta; deita-se um bocadinho de água e dá-se a volta. Deixa-se amornar (para não queimar) começa-se a amassar; deita-se mais um bocadinho de banha, torna-se a amassar; deita-se mais um bocadinho de água , torna-se a amassar. Quando a massa já der para tender é porque já está boa. Tende-se com o rolo da massa e cortam-se os losangos. Depois põe-se o óleo a ferver e vai-se deitando lá para dentro os pestins. Quando estiverem bem fritinhos retiram-se e colocam-se num alguidar às camadas com açucar e canela.
Para um quilo de farinha:
2,5 dl de azeite
2,5 dl de água com erva doce e sal
75 gramas de banha
óleo para fritar
açucar e canela para enfeitar
Põe-se a farinha de trigo, sem fermento, num alguidar de barro. Faz-se um montinho com a farinha com uma abertura no meio, no qual se deita o sumo de laranja (para um quilo de farinha, põe-se sumo de três laranjas), uma dúzia de gemas de ovo, uma terça parte de um pacotinho de canela. Dá-se-lhe a volta com as mãos. Depois de bem dada a volta, começa-se a esfregar a farinha nas mãos, esfarelando-a entre as mãos. Faz-se isto durante uma hora. É a melhor maneira de a massa ficar tenrinha. Depois tapa-se com um paninho. Entretanto, coloca-se ao lume, em três tachos diferentes, 2,5 dl de azeite, 75 gramas de banha de porco e 2,5 dl de água com erva doce e sal. Quando estiver tudo a ferver, (deve-se deixar em lume brando para ficar sempre a ferver) deita-se um bocadinho de azeite e dá-se a volta; deita-se um bocadinho de água e dá-se a volta. Deixa-se amornar (para não queimar) começa-se a amassar; deita-se mais um bocadinho de banha, torna-se a amassar; deita-se mais um bocadinho de água , torna-se a amassar. Quando a massa já der para tender é porque já está boa. Tende-se com o rolo da massa e cortam-se os losangos. Depois põe-se o óleo a ferver e vai-se deitando lá para dentro os pestins. Quando estiverem bem fritinhos retiram-se e colocam-se num alguidar às camadas com açucar e canela.
Natal Cigano
O Natal da comunidade cigana é conhecido como sendo uma festa muito importante, cujas comemorações, semelhantes aos casamentos, podem chegar a prolongar-se entre 3 a 5 dias.
No Natal, os ciganos "põem a mesa" no chão, sobre uma toalha branca, como manda a sua tradição. Na consoada não se come carne. Estas só podem ser comidas a partir da meia noite de dia 24 de Dezembro. O último dia é o dia do rapa, dia em que se deve comer todos os restos de comida.
A mesa farta é um dos requisitos da época, pelo que a confecção dos diferentes pratos aprisionam as mulheres durante horas na cozinha. Para além do bacalhau cozido com couves e batatas, nao falta, igualmente, o bacalhau frito, a feijoada, conhecida por "Guizo" e as frutas.
No dia de Natal, as mesas enchem-se com cabrito assado e batata assada, carne guizada com batata cozida, grão cozido com massa, saladas de fruta e pudins.

Iguarias destinadas não só aos convidados, como também a todos os que quiserem aparecer. É habitual os ciganos andarem de casa em casa, um bocado em cada mesa, a pedirem a benção ao cigano mais velho.
Tratando-se de um povo tão alegre, a música e a dança são coisas que nunca podem faltar nestes festejos.
Hino dos Rom
Upré Rromá
Djelém djelém dromentsa
Maladilém baxtalé Rroméntsa
Ah, Rromalé, katar tumén avén
E tsahréntsa, baxtalé dromentsa
Ah, Rromalé
Ah, Chavalé
Vi man sasí ekh barí familija
Mudarrdá la Kali Legijá;
Avén mántsa as e lumnjátsa Rromá
Kaj phutajlé e rromané droméntsa
Aké vrjáma, ushtí Rromá akaná,
Amén xudása mishtó kaj kerása
Ah, Rromalé,
Ah, Chavalé.
Erguei-vos, Rom
Viajei ao longo de muitas estradas
E encontrei Rom felizes
Dizei-me de onde chegais
Com as vossas tendas
Por estas estradas do Destino?
Oh Rom
Oh jovem Rom
Também eu tinha uma grande familia,
Mas a Legião Negra exterminou-a;
Vinde comigo, Rom do mundo inteiro
Percorreremos novas estradas.
É hora, ergamo-nos,
Chegou o momento de agir.
Oh, Rom
Oh, Jovem Rom.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Bandeira

O Povo Cigano, diz-se ser o Guardião da Liberdade, tendo como lema: “O céu é o meu tecto; a Terra é a minha Pátria e a Liberdade a minha religião”, traduzindo um espírito, essencialmente, nómada e livre dos condicionamentos das pessoas sedentárias. Os Ciganos, apesar de viverem em acampamentos, possuem uma bandeira, um hino e um idioma próprio.
A bandeira foi instituída como símbolo internacional de todos os ciganos do mundo, no ano de 1971, pela International Gypsy Committee Organized, no primeiro World Romani Congress (primeiro Congresso Mundial Cigano), realizado em Londres. A bandeira é constituída por três elementos: a roda vermelha, o azul e o verde.
A roda vermelha no centro simboliza a vida, representa o caminho a percorrer e o já percorrido, a tradição como continuismo eterno; sobrepõe-se ao verde e ao azul, com os seus aros representando a força do fogo, da transformação e do movimento.
O azul representa os valores espirituais, a paz, a ligação do consciente com os mundos superiores significando a libertação e a liberdade.
O verde simboliza a Mãe Natureza, a Terra, o Mundo Orgânico, a força e a luz do crescimento vinculado com as matas, com os caminhos abertos pelos Ciganos; representa o sentimento de gratidão e respeito pela terra, o que ela oferece, de preservação da natureza. Simboliza a relação de respeito por tudo o que ela oferece, proporcionando a sobrevivência do Homem e a obrigação de ser respeitada pelo mesmo que dela retira suprimentos, devendo mantê-la defesa.
História e Origem
Devido à ausência de história escrita, a origem do povo cigano foi um mistério por um longo período de tempo, e é quase impossível definir a sua verdadeira origem. Assim, os ciganos não têm uma história documentada, pois, embora possuam uma língua oral própria, não têm uma língua escrita.
Foi só nos finais do séc. XVIII que os filólogos descobrem um parentesco entre a língua cigana e algumas línguas faladas na Índia. Desta forma, há mais de 200 anos, os antropólogos culturais criaram a hipótese de uma origem indiana baseada nesta evidência linguística, o que se vem a confirmar pelos dados genéticos. A partir desta análise, concluiu-se que o Povo Cigano começou o seu êxodo pela Europa a partir da Índia.
Pensa-se que este Povo origina de uma casta inferior do Noroeste da Índia que, por causas desconhecidas foram obrigados a abandonar o país no 1º milénio D.C. Tratava-se de uma vasta população, composta por diferentes castas e povos, trabalhadores e artesãos, que tinham em comum o facto de servirem uma casta de guerreiros, realizando todo o tipo de trabalhos para manter uma sociedade.

No espaço de um século chegam a todas as extremidades da Europa. A Portugal chegam em 1516. O Povo Cigano divide-se em três grupos na Europa:
· Manouches ou Sintés – instalados na França;
· Rom - instalados nos Balcãs e Europa Central;
· Kalé ou Gitanos (Ciganos) – instalados na Península Ibérica.
Ao contrário do que se possa pensar, o Povo Cigano é que foi perseguido, julgado e expulso ao longo do seu caminhar. Os anos 1555 e 1780 são marcados pelos ciganos por um período de perseguições e intolerância. Em diversos países foram cometidos actos de violência contra os ciganos: o clima de suspeitas e preconceitos percebe-se no florescimento de lendas e provérbios, tendendo em por os ciganos sob mau prisma, a ponto de se recorrer à Bíblia para os considerar descendentes de Caim, e portanto, malditos.
· Manouches ou Sintés – instalados na França;
· Rom - instalados nos Balcãs e Europa Central;
· Kalé ou Gitanos (Ciganos) – instalados na Península Ibérica.
Ao contrário do que se possa pensar, o Povo Cigano é que foi perseguido, julgado e expulso ao longo do seu caminhar. Os anos 1555 e 1780 são marcados pelos ciganos por um período de perseguições e intolerância. Em diversos países foram cometidos actos de violência contra os ciganos: o clima de suspeitas e preconceitos percebe-se no florescimento de lendas e provérbios, tendendo em por os ciganos sob mau prisma, a ponto de se recorrer à Bíblia para os considerar descendentes de Caim, e portanto, malditos.
Depois de vagarem pelas terras do Oriente, os Ciganos invadiram o Ocidente e espalharam-se por todo o mundo. Essa foi uma das únicas invasões da Historia da Humanidade feita sem guerras, dor ou derramamento de sangue. 

sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Um dia fomos Pássaros...
Conta uma velha lenda que antigamente os ciganos eram pássaros. Um dia, em pleno voo sobre a terra, viram um palácio dourado brilhando ao sol e desceram para ver melhor. O palácio era habitado por perus, galinhas e patos que, maravilhados pela beleza dos ciganos-pássaros, começaram a oferecer-lhes todo o tipo de jóias e guloseimas suplicando-lhes que não se fossem embora. Em breve todos os pássaros estavam cobertos de correntes de ouro dos pés à cabeça.
Apenas um pássaro resistiu à tentação destas riquezas incitando os outros a retomar o voo. Então, com o coração pesaroso, elevou-se no ar e atirou-se para as pedras desde o alto dos céus. Só nesse momento é que os ciganos-pássaros acordaram do seu atorpecimento e começaram a bater as asas. Mas o ouro puxava-os para baixo e não conseguiam sair do chão.
Os perus, as galinhas e os patos cantaram vitória. Manteriam para sempre aqueles belos pássaros encerrados em gaiolas de ouro. De repente, uma pequena pena vermelha deslizou para dentro do palácio, indo aterrar aos pés dos pássaros. O ouro caiu dos seus corpos mas as suas asas já não lhes obedeciam e não conseguiram levantar voo.
A pequena pena vermelha, suavemente levantada pelo vento, saiu do palácio e foi errar pelos caminhos poeirentos. Os ciganos seguiram-na e foram perdendo as suas penas uma por uma, transformando-se, assim, em humanos.
Com corpo de homem e alma de pássaro, esqueceram-se para sempre de como voar.
Apenas um pássaro resistiu à tentação destas riquezas incitando os outros a retomar o voo. Então, com o coração pesaroso, elevou-se no ar e atirou-se para as pedras desde o alto dos céus. Só nesse momento é que os ciganos-pássaros acordaram do seu atorpecimento e começaram a bater as asas. Mas o ouro puxava-os para baixo e não conseguiam sair do chão.
Os perus, as galinhas e os patos cantaram vitória. Manteriam para sempre aqueles belos pássaros encerrados em gaiolas de ouro. De repente, uma pequena pena vermelha deslizou para dentro do palácio, indo aterrar aos pés dos pássaros. O ouro caiu dos seus corpos mas as suas asas já não lhes obedeciam e não conseguiram levantar voo.
A pequena pena vermelha, suavemente levantada pelo vento, saiu do palácio e foi errar pelos caminhos poeirentos. Os ciganos seguiram-na e foram perdendo as suas penas uma por uma, transformando-se, assim, em humanos.
Com corpo de homem e alma de pássaro, esqueceram-se para sempre de como voar.
Somos...
Livres como os campos,
Misteriosos como o mar,
Andantes como os rios,
Secretos como os bosques,
Ligeiros como os ventos,
Andantes como o fogo,
Cautelosos como a noite,
Imprevisiveis como a estrada,
Leves como o ar,
Argutos como a raposa,
Sentimentais como a música,
Verdadeiros como as crianças,
Mas
INCOMPREENDIDOS como a verdade
Assim como nós,
CIGANOS
(Anny Reis)

Subscrever:
Mensagens (Atom)